Secretaria da Saúde volta a alertar sobre cuidados com dengue

3 de Maio de 2010

A Secretaria da Saúde do Estado lança novo alerta para a necessidade de cuidados que a população deve ter para evitar a proliferação do mosquito transmissor da dengue. Em relação a 2009, o mês de abril termina com mais casos confirmados este ano, aumento das manifestações mais graves da doença, com redução da faixa etária mais suscetível, e a volta à circulação no Ceará do vírus tipo DEN 1. O boletim semanal da dengue, divulgado na última sexta-feira, 30 de abril, mostra que foram confirmados 3.134 casos da doença em 2010, com 15 casos confirmados de dengue hemorrágica, 14 de dengue com complicação e nenhum óbito. Está sendo investigado apenas 1 caso suspeito de óbito por dengue com complicação no município de Parambu. No mesmo período do ano passado já havia sido confirmada 1 morte e de 2.559 casos confirmados  cinco foram por dengue hemorrágica e quatro de dengue com complicação.

A dengue tem um comportamento peculiar. O contágio por um dos sorotipos do vírus imuniza o paciente a esse subtipo, mas o deixa suscetível a outros. Assim, epidemias ocorrem com a renovação de parcela da população, o que ocorre em cerca de cinco anos, ou pela entrada em circulação de um novo sorotipo. Até o ano passado, circulavam no Ceará os sorotipos DEN 2 e DEN 3 e, este ano, houve a reintrodução do sorotipo DEN 1, que foi encontrado no município de Tauá e em municípios do Cariri. Não sem razão, Tauá e Juazeiro do Norte concentram 60% dos casos de dengue hemorrágica confirmados e somente o município de Tauá registra 37,9% dos casos de dengue confirmados até abril em todo o Ceará. São 1.188 casos no município.

Essa é uma das razões para a maior concentração dos casos confirmados no período. No ano passado, os 2.559 casos confirmados se distribuíam por 76 municípios, enquanto que, este ano, os 3.134 casos foram registrados em 53 municípios. O número de municípios com infestação pelo mosquito transmissor é o mesmo nos dois anos: 155. Há hoje no Estado, 29 municípios com infestação acima de 1%, propícia para a transmissão do vírus. A maior concentração da doença também se explica pelo que os especialistas chamam de esgotamento dos suscetíveis. Isso quer dizer que, no caso do Ceará, nos municípios em que não circula o sorotipo DEN 1, menos pessoas estão sujeitas a contrair a doença.

Por outro lado, a incidência de casos da forma mais grave da doença está ano a ano diminuindo de faixa etária. De acordo com o boletim da dengue, a cada ano aumenta proporcionalmente o número de casos em crianças e adolescentes. A média de idade dos pacientes com as formas graves da dengue caiu de 38 anos em 2001 para 18 anos em 2008. Foi por essa razão que a Secretaria da Saúde decidiu, no ano passado, fazer o treinamento de pediatras no manejo de pacientes com dengue, o que, em parte, explica a redução da letalidade da doença

Assessoria de Imprensa da Sesa

Selma Oliveira (soliveira@saude.ce.gov.br – 85 3101.5220)