Fortaleza fica em 1º lugar no NE no ranking do saneamento

7 de Maio de 2010

A capital cearense é a mais bem colocada do Nordeste no ranking de alcance da prestação dos serviços de coleta e de tratamento de esgoto. Foi o que afirmou a pesquisa do Instituto Trata Brasil, que utilizou dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades. Entre as cidades do Nordeste que aparecem na lista de 81 maiores cidades com mais de 300 mil habitantes, somente Campina Grande (PB), com 381 mil habitantes, obteve melhor colocação. Se analisadas somente as cidades com mais de dois milhões de habitantes, Fortaleza ficou em quarto lugar no País, atrás de Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP).

 

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) vem investindo, em média, R$ 100 milhões por ano desde 2007 no Ceará. Para os próximos dois anos, serão investidos mais de R$ 300 milhões somente na capital. A meta do Governo do Estado e da Cagece é universalizar o serviço de esgotamento sanitário em Fortaleza nos próximos dez anos. Hoje, a cobertura de esgotamento sanitário é de 52% na capital. De água, a cobertura é de quase 99%.

 

Segundo o levantamento, o Brasil conseguiu melhorar o alcance da prestação dos serviços de coleta e de tratamento de esgoto com a retomada dos investimentos no setor, desde a criação do Ministério das Cidades, em 2003, mas não atingirá a universalização dos serviços sem um maior engajamento das prefeituras.

 

O estudo revelou que entre os anos de 2003 e 2008 houve um avanço de 11,7% no atendimento de esgoto nas cidades observadas e de 4,6% no tratamento. Ainda assim são despejados no meio ambiente todos os dias 5,9 bilhões de litros de esgoto sem tratamento algum, gerados nessas localidades, contaminando solo, rios, mananciais e praias do País, com impactos diretos à saúde da população.

 

O primeiro passo do levantamento, iniciado em 2003, foi detectar o nível de cobertura de água e o volume de esgoto gerado pela população em cada uma dessas cidades. Depois dessa análise, foram avaliados indicadores relacionados à oferta dos serviços, à eficiência dos operadores – municipais, estaduais e privados -, a política tarifária praticada e os investimentos feitos no período. Para cada indicador, o estudo estabeleceu um ranking, ano a ano, de evolução dos serviços nas cidades com mais de 300 mil habitantes. Até 2007 eram 79 cidades, no entanto a partir de 2008, mais duas cidades passaram a integrar o ranking, Guarujá, no Estado de São Paulo e Rio Branco, no Acre, totalizando 81 localidades.

 

O estudo considerou população total atendida com água tratada e com rede de esgoto; tratamento de esgoto por água consumida; índice total de perda de água tratada, o que demonstra a eficiência do operador, calculado com base nos volumes totais de água produzida e de água faturada, tarifa média praticada nos serviços, que corresponde a relação entre a receita operacional direta do prestador do serviço e o volume faturado de água e de esgoto na cidade, além do volume de investimentos em relação à geração de caixa dos sistemas, compreendendo a arrecadação sem despesas operacionais.

 

07.05.2010

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