CE tem melhor desempenho na geração de emprego industrial do Brasil

11 de Maio de 2010

Em março de 2010, o emprego industrial avançou 0,7% frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, terceiro resultado positivo consecutivo, acumulando, nesse período, ganho de 1,7%. Com isso, o índice de média móvel trimestral apontou acréscimo de 0,6% entre fevereiro e março, prosseguindo com a trajetória ascendente iniciada em agosto de 2009. Ainda na série com ajuste sazonal, no índice trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o pessoal ocupado na indústria cresceu 1,0% nos três primeiros meses de 2010, terceiro trimestre consecutivo de expansão, acumulando nesse período ganho de 2,9%.
Frente a março de 2009, o emprego industrial mostrou avanço de 2,4%, segunda taxa positiva consecutiva e a mais elevada desde agosto de 2008 (2,5%). Com isso, o fechamento do primeiro trimestre do ano registrou expansão de 0,7% na comparação com igual período do ano anterior. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, permaneceu apontando queda (-4,2%), mas prosseguiu reduzindo o ritmo de perda frente aos meses anteriores.

 

O resultado de 2,4% no indicador mensal de março mostrou perfil generalizado de crescimento, com todos os locais investigados e quinze dos dezoito setores ampliando as contratações. Entre os locais, a principal contribuição positiva para o resultado global veio de São Paulo (2,7%), vindo a seguir região Nordeste (3,5%), Rio Grande do Sul (3,2%), Ceará (8,7%) e região Norte e Centro-Oeste (2,6%). No estado paulista, os ramos que mais contribuíram para a expansão do emprego industrial foram alimentos e bebidas (4,7%), têxtil (11,1%) e papel e gráfica (6,1%). Na região Nordeste, sobressaiu o setor de calçados e couro (18,3%), enquanto, na indústria gaúcha, destacaram-se positivamente outros produtos da indústria de transformação (11,5%), máquinas e equipamentos (8,3%) e borracha e plástico (12,6%). Na indústria cearense, a atividade de calçados e couro (23,1%) também assinalou a maior influência positiva, enquanto, na região Norte e Centro-Oeste, os impactos mais relevantes vieram de alimentos e bebidas (5,1%) e de minerais não metálicos (16,9%).

 

Setorialmente, ainda na comparação com igual mês do ano anterior, os destaques ficaram com os ramos de alimentos e bebidas (2,5%), máquinas e equipamentos (4,5%), têxtil (6,2%), calçados e couro (5,2%), produtos de metal (4,2%) e meios de transporte (3,1%). Por outro lado, madeira (-9,2%), refino de petróleo e produção de álcool (-3,4%) e vestuário (-0,6%) apontaram os resultados negativos neste mês.

 

No fechamento do primeiro trimestre do ano, o emprego industrial foi positivo (0,7%), com onze locais e onze ramos ampliando o contingente de trabalhadores. Setorialmente, as contribuições positivas mais relevantes vieram de papel e gráfica (6,4%), alimentos e bebidas (1,4%), calçados e couro (4,3%) e têxtil (4,5%), enquanto madeira (-11,7%) e vestuário (-2,9%) exerceram os principais impactos negativos. No corte regional, os destaques positivos ficaram com São Paulo (1,2%), região Nordeste (2,8%) e Ceará (7,7%%). Por outro lado, entre os três locais que assinalaram redução no pessoal ocupado, Minas Gerais (-1,9%) respondeu pela maior pressão negativa sobre a média global.

 

O emprego industrial voltou a mostrar crescimento (0,7%) no índice trimestral em março de 2010, após registrar taxas negativas em todos os trimestres de 2009 (-4,0%, -6,1%, -6,7% e -4,2%), todas as comparações contra igual trimestre do ano anterior. O movimento de aceleração no ritmo de contratações entre o último trimestre do ano passado e o primeiro deste ano teve perfil disseminado, atingindo quinze setores e todos os locais, com destaque para: veículos automotores (de -10,4% para -0,7%), máquinas e equipamentos (de -8,4% para 1,0%), produtos de metal (de -8,3% para 0,5%), borracha e plástico (de -6,3% para 1,4%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (de -5,9% para 1,6%), entre os ramos; e Minas Gerais (de -9,2% para -1,9%), Espírito Santo (de -5,3% para 1,8%), região Norte e Centro-Oeste (de -6,4% para -0,1%) e Rio Grande do Sul (de -5,3% para 0,6%), entre as áreas investigadas.

 

NÚMERO DE HORAS PAGAS

 

O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria em março de 2010 apresentou avanço de 1,0% em relação a fevereiro, na série livre de efeitos sazonais, segundo resultado positivo consecutivo, acumulando nesse período acréscimo de 2,5%. O indicador de média móvel trimestral manteve a trajetória ascendente iniciada em agosto de 2009, ao avançar 0,8% entre os trimestres encerrados em fevereiro e março. Ainda na série com ajuste sazonal, na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o número de horas pagas cresceu 1,5% no primeiro trimestre do ano, terceiro resultado positivo nesse tipo de confronto, acumulando nesse período, ganho de 4,0%.

 

O confronto com igual mês do ano anterior registrou aumento de 3,7%, segunda taxa positiva seguida e a maior desde fevereiro de 2008 (4,1%). O indicador acumulado no primeiro trimestre do ano também ficou positivo (1,8%), enquanto o índice acumulado nos últimos doze meses permaneceu mostrando decréscimo (-4,0%), mas manteve a trajetória de redução no ritmo de queda observada desde novembro de 2009 (-5,6%).

 

O número de horas pagas, segundo o indicador mensal, assinalou crescimento de 3,7%, com todos os quatorze locais e quinze dos dezoito ramos pesquisados apontando taxas positivas. Em termos setoriais, as maiores pressões positivas vieram de alimentos e bebidas (3,7%), meios de transporte (8,8%), máquinas e equipamentos (6,4%), calçados e couro (6,2%), minerais não metálicos (6,4%) e têxtil (7,0%). Em sentido contrário, os ramos de madeira (-9,6%), vestuário (-0,4%) e de refino de petróleo e produção de álcool (-1,0%) exerceram as contribuições negativas em março.

 

Ainda na comparação com março de 2009, os locais com os maiores impactos positivos foram observados em São Paulo (4,5%), região Nordeste (3,9%), Rio Grande do Sul (4,1%), Paraná (4,1%) e Ceará (9,5%). Em São Paulo, dez segmentos aumentaram o número de horas pagas, com destaque para alimentos e bebidas (5,5%), meios de transporte (6,7%) e papel e gráfica (9,3%). Na região Nordeste sobressaíram os avanços registrados por calçados e couro (20,1%) e alimentos e bebidas (3,4%). No Rio Grande do Sul, máquinas e equipamentos (11,1%) exerceu a principal contribuição positiva enquanto, no Paraná, o destaque ficou com alimentos e bebidas (5,8%). Já na indústria cearense, o impacto positivo mais relevante veio de calçados e couro (27,4%).

 

O indicador acumulado no primeiro trimestre de 2010 avançou 1,8%, com perfil generalizado de crescimento que atingiu doze dos quatorze locais e quatorze das dezoito atividades. Os impactos positivos mais importantes vieram de São Paulo (2,8%), região Nordeste (2,9%), Ceará (7,7%), Rio de Janeiro (2,8%) e Paraná (1,7%), enquanto a maior influência negativa veio de Minas Gerais (-0,5%). No corte setorial, os principais aumentos no número de horas pagas ocorreram em alimentos e bebidas (2,6%), papel e gráfica (7,1%), meios de transporte (4,3%), máquinas e equipamentos (3,8%) e calçados e couro (4,2%). Por outro lado, o maior impacto negativo veio da indústria da madeira (-12,0%).

 

Em bases trimestrais, após manter taxas negativas em todos os quatro trimestres de 2009 (-5,1%, -6,6%, -7,0% e -3,6%), observou-se avanço no número de horas pagas no primeiro trimestre de 2010 (1,8%), todas as comparações contra igual trimestre do ano anterior. O aumento no número de horas entre o último trimestre de 2009 e o primeiro trimestre de 2010 foi acompanhado por quinze setores e todos os locais pesquisados. Entre as atividades, os maiores ganhos foram observados em máquinas e equipamentos, que passou de -9,0% para 3,8%, meios de transporte (de -7,3% para 4,3%) e alimentos e bebidas (de -0,4% para 2,6%), enquanto, entre os locais, Bahia (de -4,8% para 3,0%), Rio Grande do Sul (de -6,2% para 1,2%), Minas Gerais (de -7,7% para -0,5%), Espírito Santo (de -5,7% para 1,3%) e região Norte e Centro-Oeste (de -6,9% para -0,1%) foram os que mais aceleraram entre os dois períodos.

 

Em síntese, os índices de março revelam um quadro positivo do emprego industrial e do número de horas pagas, marcado por um aumento no ritmo de crescimento, acompanhando o movimento de ampliação da atividade industrial. Na série livre de influências sazonais, os índices de média móvel trimestral e o que compara trimestre contra trimestre imediatamente anterior aceleram a expansão e permanecem positivos. Nos confrontos contra iguais períodos do ano anterior, o índice mensal acelera a intensidade do crescimento e o acumulado no primeiro trimestre reverte as perdas observadas nos trimestres anteriores.

 

FOLHA DE PAGAMENTO REAL

 

Em março de 2010, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, ajustado sazonalmente, cresceu 1,2% em relação ao mês imediatamente anterior, acumulando expansão de 9,5% nos três primeiros meses do ano. Com estes resultados, o indicador de média móvel trimestral avançou 3,0% entre fevereiro e março, registrando a terceira taxa positiva consecutiva. No índice trimestre contra trimestre imediatamente anterior, ainda na série ajustada sazonalmente, a folha de pagamento real mostrou acréscimo de 5,0% no período janeiro-março de 2010, após ficar praticamente estável no quarto trimestre de 2009 (0,1%).

 

No confronto com iguais períodos do ano anterior, o valor da folha de pagamento real aumentou 5,6% em relação a março de 2009, terceiro resultado positivo consecutivo e a taxa mais elevada desde setembro de 2008 (7,7%). O indicador acumulado nos três primeiros meses de 2010 também mostrou crescimento (3,3%). A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, passou de -2,5% em fevereiro para -1,9% em março, e prosseguiu em trajetória ascendente desde dezembro de 2009 (-2,8%).

 

No indicador mensal de março, o valor da folha de pagamento real cresceu 5,6%, com taxas positivas em treze dos quatorze locais pesquisados. A principal contribuição positiva veio de São Paulo (5,1%), por conta do aumento no valor da folha de pagamento real em meios de transporte (7,2%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (19,8%) e borracha e plástico (8,3%). Vale citar também os avanços observados no Rio de Janeiro (10,1%), em função dos impactos positivos vindos de meios de transporte (33,8%) e de produtos químicos (29,3%); Minas Gerais (7,4%), em razão dos setores de meios de transporte (23,3%) e de produtos de metal (24,8%); e Paraná (8,1%), devido a meios de transporte (18,8%) e máquinas e equipamentos (17,1%). Em sentido oposto, o único resultado negativo foi assinalado pelo Espírito Santo (-1,7%), pressionado pela redução na folha de pagamento real em máquinas e equipamentos (-18,6%) e na indústria extrativa (-4,4%).

 

Setorialmente, ainda no indicador mensal, o valor da folha de pagamento real cresceu em dezessete dos dezoito setores, com destaque para meios de transporte (11,1%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (13,9%), máquinas e equipamentos (5,5%) e produtos químicos (6,5%). Por outro lado, a indústria da madeira (-9,5%) apontou a única taxa negativa.

 

O indicador acumulado no primeiro trimestre do ano registrou avanço de 3,3%, com taxas positivas em treze dos quatorze locais. As maiores influências positivas foram assinaladas por São Paulo (2,3%), Rio de Janeiro (8,4%) e Paraná (6,3%). Nestes locais, os maiores impactos positivos vieram, respectivamente, de: papel e gráfica (18,4%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (16,4%); meios de transporte (20,0%) e produtos químicos (14,9%); máquinas e equipamentos (15,7%) e produtos químicos (22,4%). Em sentido contrário, Espírito Santo (-0,9%), influenciado pelos recuos em máquinas e equipamentos (-28,8%) e na metalurgia básica (-6,8%), foi o único local que apontou queda no índice acumulado no ano. Em termos setoriais, quatorze atividades expandiram o valor da massa salarial, com papel e gráfica (12,9%), alimentos e bebidas (4,3%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (10,4%) e meios de transporte (2,5%) exercendo as maiores contribuições positivas. Por outro lado, as maiores quedas na folha de pagamento real foram observadas em metalurgia básica (-5,0%) e madeira (-9,0%).

 

Na análise trimestral, na passagem do último trimestre de 2009 (-3,7%) para o primeiro de 2010 (3,3%), o valor da folha de pagamento real reverteu uma série de quatro resultados negativos em 2009. Este movimento teve perfil generalizado e atingiu dezessete dos dezoito setores e treze dos quatorze locais. Entre os setores, destacaram-se meios de transporte, que passou de uma queda de 6,8% no último trimestre de 2009 para um crescimento de 2,5% nos três primeiros meses de 2010, produtos químicos (de -9,4% para 4,3%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (de -6,0% para 10,4%). Entre os locais, vale citar os ganhos observados em Minas Gerais, que passou de -10,7% para 1,5%, região Norte e Centro-Oeste (de -4,8% para 4,3%) e Rio de Janeiro (de 0,2% para 8,4%)

 

11.05.10

Fonte: IBGE
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