55 dias de obras e estrutura de UPA na capital está quase pronta

14 de setembro de 2010

As UPAS da Regional VI, em Fortaleza, e a de Maranguape já estão em fase final das obras. A próxima fase é equipar as novas unidades para o início dos atendimentos.

 

Estão em fase final de conclusão as obras de duas Unidades de Pronto Atendimento – UPAs 24 horas, que a Secretaria da Saúde do Estado está construindo em parceria com o Ministério da Saúde. Iniciada há apenas 54 dias, com a ordem de serviço assinada no dia 22 de julho, a estrutura da UPA 24 horas da Regional VI, em Fortaleza, já fica pronta nesta semana. Nos próximos dias também serão concluídas as obras da UPA 24 horas de Maranguape. Após a conclusão das obras, a Sesa passa a equipar as novas unidades para o início dos atendimentos. No Ceará, serão instaladas 32 UPAs 24 horas. Além da Regional VI e Maranguape, foram assinadas ordens de serviços de outras seis UPAs, sendo mais duas na capital (Regional II e V),  Pentecoste, São Benedito, Crateús e Pecém. Até o final deste mês começam as obras de mais seis unidades (Regional III, em Fortaleza, Eusébio, Aracoiaba Horizonte, Canindé e Caucaia.      

 

A UPA 24 horas da Regional VI fica no loteamento Sítio São Gerardo, bairro Coaçu, próximo ao Centro das Tapioqueiras, na CE 040. A nova unidade, de porte 2, tem 1.100 metros quadrados de área, com capacidade de cobertura de até 200 mil habitantes. Contará com quatro médicos, 9 a 12 leitos e atendimento diário de até 300 pacientes. Para a construção da unidade foram investidos R$ 2.997.500,00 em recursos do Governo do Estado e do Ministério da Saúde. Outros R$ 800 mil serão investidos na aquisição de equipamentos.

 

As Unidades de Pronto Atendimento oferecem serviço de raio X, laboratório para exames, aparelho de eletrocardiograma e atendimento pediátrico. Nas UPAs, a população pode resolver problemas como pressão alta, febre, cortes, queimaduras, alguns traumas e receber o primeiro atendimento para infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC), entre outras enfermidades. Quando o paciente chega à UPA, os médicos prestam socorro, controlam o problema e detalham o diagnóstico. Analisam se é necessário encaminhar o paciente a um hospital ou mantê-lo em observação por até 24 horas. Com funcionamento integrado ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), as UPA 24 horas contribuirão para reduzir as filas dos hospitais.

 

Estrutura modular

 

O modelo construtivo é a explicação para a rapidez da obra. Toda a edificação já vem produzida da fábrica, em módulos totalmente prontos, que são transportados para o local da UPA 24 horas. Os módulos montados e acoplados formam a Unidade Modular de Saúde (UMS) que abriga a UPA 24 horas. Com esse modelo construtivo, o tempo de edificação das UPA 24 horas é reduzido para até 60 dias.

 

As estruturas em aço, com núcleo em espuma rígida de poliestireno expandido ou poliuretano injetado são denominadas de módulos habitacionais pela empresa NHJ do Brasil, responsável pela construção das UPA 24 horas no Ceará. Os módulos são colocados sobre um sistema de apoio, ou pilaretes, a uma altura mínima de 50 centímetros do solo para permitir a manutenção das instalações localizadas na parte inferior do piso. Na parte interna, o piso é de compensado naval, coberto por manta vinílica específica para uso hospitalar. A unidade modular tem cobertura de telhas galvanizadas.

 

Os módulos acabados serão os espaços de atividades da UPA 24 horas, que incluem recepção, consultórios, área administrativa, área de reuniões, cozinha e refeitório, áreas de serviço, sanitários, entre outros. As UPA são classificadas em três diferentes portes, de acordo com a população da região a ser coberta, a capacidade instalada – área física, número de leitos disponíveis, recursos humanos e a capacidade diária de realizar atendimentos médicos. As UPA de porte I cobrem uma população de até 100 mil habitantes, contando com um pediatra e um clínico geral para realizar de 50 a 150 pacientes diariamente e equipada com 5 a 8 leitos. A cobertura das UPA de porte II é de até 200 mil habitantes, com quatro médicos, 9 a 12 leitos e atendimento diário de até 300 pacientes. Nas de porte III, a cobertura é de até 300 mil habitantes, com 6 médicos, 13 a 20 leitos e até 450 atendimentos diários.

 

14.09.2010

 

Assessoria de Imprensa da Sesa:

Selma Oliveira (soliveira@saude.ce.gov.br- 85 3101.5220)