RMF registra a menor taxa de desemprego

29 de setembro de 2010

PED demonstra ainda elevação do nível de ocupação, com crescimento do emprego no setor privado com e sem carteira assinada.

 

As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Fortaleza (PED/RMF) mostram que a taxa de desemprego total diminuiu de 10,2%, em julho, para 9,2% da População Economicamente Ativa (PEA), em agosto de 2010, a segunda queda consecutiva do ano. Em agosto desse ano, a RMF registrou a menor taxa de desemprego desde o início da série, em dezembro de 2008.

 

O contingente de desempregados foi estimado em 162 mil pessoas, o menor desde dezembro de 2008, 17 mil a menos do que no mês anterior. A geração de 26 mil ocupações, em número superior às 9 mil pessoas que ingressaram no mercado de trabalho da RMF, contribuiu para este resultado.

 

Em agosto, a ocupação cresceu pelo quarto mês consecutivo (26 mil novas ocupações, ou 1,7%). Por setor, o comércio e a indústria criaram 19 mil e 14 mil postos de trabalho, respectivamente, o que foi acompanhado pela eliminação de postos de trabalho nos demais setores. Construção civil e serviços eliminaram 3 mil ocupações cada e o agregado outros setores, 1 mil.

 

Quanto à inserção na ocupação, houve elevação do número dos assalariados (29 mil), devido ao crescimento do setor privado (31 mil) e à redução de ocupações no setor público (2 mil). No setor privado, ocorreu ampliação do número de trabalhadores com carteira assinada (26 mil) e dos sem carteira (5 mil). O número de ocupados cresceu no agregado demais posições (7 mil) e diminuiu o de empregados domésticos e de trabalhadores autônomos (5 mil, cada).

 

Os rendimentos médios reais, em julho de 2010, apresentaram queda para o total dos ocupados (0,5%) e dos assalariados (0,9%), estimados em R$ 825 e R$ 927, respectivamente. Houve crescimento no rendimento médio dos trabalhadores autônomos (2,3%). A redução no rendimento médio real dos assalariados é proveniente da queda do rendimento dos assalariados com carteira assinada (0,5%), crescimento entre os assalariados sem carteira (1,1%) e da relativa estabilidade no setor público (-0,3%).

 

Para o presidente do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Francisco de Assis Diniz, “a economia do Estado do Ceará está vivenciando um dos melhores momentos da sua história. Cresce as oportunidades, a massa salarial e reduz o desemprego. Isso é apenas o começo, se considerarmos os grandes investimentos feitos pelo Governo do Estado na infraestrutura e nos grandes empreendimentos, fortalecendo a vocação econômica e ampliando para a vertente da industrialização estruturante do Estado”.

 

A PED/RMF foi divulgada hoje (29/9), pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) e do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), pelo Sine/CE, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

 

Assessoria de Comunicação do IDT:

 

Ana Clara Braga (anaclara@idt.org.br / 3101.5500)