Siderúrgica: Posco assina Memorando de Entendimento com Vale e Dongkuk

4 de novembro de 2010

A Posco, maior siderúrgica da Coreia do Sul e uma das maiores do mundo, assinou nesta quinta-feira, 4 de novembro, o Memorando de Entendimento com a Vale e a Dongkuk, estabelecendo as bases para sua entrada na Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Os próximos passos serão a negociação e a assinatura de acordo de acionistas, previstos para o início do próximo ano. Em julho, a siderúrgica coreana havia anunciado sua decisão de juntar-se à Vale e à Dongkuk no projeto que está sendo construído no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), no Ceará. Na nova estrutura societária da CSP, a Vale passa a ter 50% do empreendimento, a Dongkuk, 30%, e a Posco, 20%.

 

O governador Cid Gomes ressalta que a vinda da siderúrgica mudará perfil socioeconômico do Estado, pois tonará possível a instalação  de novas indústrias para o Ceará, como a automotiva. “O desenvolvimento ficou concentrado no Sudeste do País, porque nos anos 50, um presidente decidiu implantar uma companhia siderúrgica em Volta Redonda, que está localizada entre Rio de Janeiro e São Paulo. Isso foi fundamental para atrair empresas para aquela região. A instalação da siderúrgica do Pecém traz um novo ciclo de desenvolvimento para o Ceará”, considera Cid. 

 

Para o diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli, a entrada do novo sócio demonstra o interesse dos investidores internacionais em projetos no Brasil. “Entendemos que o Brasil é o melhor lugar para se produzir aço. Por isso, temos estimulado parcerias com nossos clientes para aumentar a produção no país”, explica Agnelli.

 

A participação da Posco é estratégica ao desenvolvimento do projeto da CSP. “A entrada deste novo sócio agrega ainda mais valor, pois contaremos com a tecnologia e experiência operacional da Posco em usinas siderúrgicas integradas de grande porte”, avalia Aristides Corbellini, diretor de Siderurgia da Vale. A CSP será uma usina integrada e terá capacidade de produção de 3 milhões de toneladas de placas de aço para exportação, podendo chegar a 6 milhões numa 2ª fase. A obra está na fase de terraplenagem e foi iniciada em 16 de dezembro de 2009. A previsão é de que o projeto entre em operação em 2014.

 

A CSP é um dos mais importantes empreendimentos privados do Nordeste e um dos maiores do Brasil, com investimentos previstos em US$ 4 bilhões e geração de 15 mil empregos durante a obra. Na fase operacional serão mais 4 mil empregos diretos e outros 10 mil indiretos. Além de placas de aço, a CSP também produzirá energia elétrica para consumo próprio, sendo que o excedente será disponibilizado ao mercado nacional.

 

O projeto permitirá promover o crescimento da siderurgia no País, agregando ainda mais valor ao minério e gerando riqueza e desenvolvimento para o Brasil e para o estado do Ceará. O estado foi escolhido devido às facilidades logísticas e à sua localização estratégica favorável para a exportação. Além disso, a área de cerca de mil hectares possui solo apropriado à instalação desse tipo indústria. A siderúrgica contará ainda com a infraestrutura portuária do CIPP, que possui excelentes instalações de carga e descarga de materiais e produtos, além de acesso fácil por rodovias e ferrovias.

 

Todo o projeto foi compartilhado com comunidades, empresários e o poder público, enfatizando sempre o compromisso socioambiental da CSP, que destinará cerca de 25% do investimento para modernos equipamentos de controle e monitoramento de emissões, lançamento de efluentes e gerenciamento de resíduos. Além de movimentar a economia com a geração de emprego, renda e capacitação de mão de obra local, o empreendimento contribuirá para o crescimento do PIB do Estado do Ceará.

 

Mão de obra local

 

Já na primeira fase de obras, o projeto deverá gerar mais de 15 mil empregos diretos. Na fase de operação, serão mais de 4 mil empregos diretos. Durante a construção da usina, a mão-de-obra local será priorizada nas contratações. Para isso, a CSP vai atuar em parceria com instituições de ensino na promoção de cursos de capacitação técnica para formar os profissionais para os postos de trabalho que serão abertos.

 

Parte da contratação da mão-de-obra especializada também será fruto da parceria entre a CSP e com o governo do Estado do Ceará, que iniciou a construção do Centro de Treinamento Técnico Corporativo, um empreendimento voltado exclusivamente para a formação de profissionais para atender às demandas das empresas instaladas no CIPP.

 

Os projetos siderúrgicos nos quais a Vale está diretamente envolvida totalizam US$ 21 bilhões, com geração de mais de 80 mil empregos na implantação. Na operação, todos os projetos juntos deverão gerar mais de 18 mil empregos diretos e 52 mil indiretos. Além disso, estes projetos irão somar 18,5 milhões de toneladas por ano à produção siderúrgica nacional, que em 2009 foi de 42,1 milhões de toneladas de aço bruto, segundo o Instituto Aço Brasil.

 

04.11.2010

Assessoria de Imprensa da CSP com Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado

Luciana Franco  (85 9994.7215)