Estudo apresenta perfil do mercado de trabalho na RMF

10 de novembro de 2010

Segundo o estudo, a maioria da população ocupada é do sexo masculino (54,1%) e um quinto é composto por jovens entre 15 e 24 anos. Em 2009, o contingente de empregados foi de 1,51 milhão na RMF.

 

A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) concentra uma população de 3,56 milhões de pessoas, sendo um percentual maior de mulheres (52,4%) em relação aos homens (47,6%). No mercado de trabalho, esse percentual se inverte: mais da metade da mão-de-obra é masculina (54,1%). Além disso, um quinto do total da população local é composto de jovens com idade entre 15 a 24 anos, um contingente estimado em 728 mil pessoas. Os números, referentes a 2009, fazem parte do estudo População e Mercado de Trabalho – Olhares sobre a Região Metropolitana de Fortaleza divulgado nesta quarta-feira (10/11) pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) e do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT).

 

Em 2009, foi estimado um contingente de 1,51 milhão de empregados, dos quais, mais da metade era composta por assalariados (58,2%). No assalariamento privado (741 mil), 532 mil possuíam carteira de trabalho e 209 mil sem carteira (13,8% dos ocupados). Ao setor público coube a parcela de 139 mil trabalhadores (9,2% dos ocupados).

 

Os números apresentados apontam que a cada 10 ocupados da RMF, quatro possuem nível fundamental, enquanto outros quatro atingiram nível médio. Já os trabalhadores de nível superior representam 13,5% da população ocupada. Outro aspecto relevante apurado pela pesquisa foi que 7,8% da população ocupada exerce mais de uma atividade remunerada. Um dos fatos que chamou a atenção em relação ás características da população ocupada é que 5,4% afirmou que desejarias mudar de trabalho. Ou seja, está no exercício de uma atividade, mas pleiteia outra.

 

O documento apresenta ainda que dois terços do Produto Interno Bruto (PIB) dos empregos e dos estabelecimentos formais estão presentes na RMF. Um dado que demonstra a atratividade deste mercado é o fato de que 8,2% da população residente na área metropolitana é composta por migrantes, isto é, pessoas não naturais dos municípios pertencentes à Região e que neles residem a menos de dez anos.

 

Além deste fluxo migratório, existe outra mobilidade bastante intensa nos municípios que compõem a RMF. Um em cada cinco trabalhadores mora num município e trabalha em outro da mesma região. Em relação à mobilidade, o presidente do IDT, Francisco de Assis Diniz, destaca ainda que, “o deslocamento de 313 mil pessoas entre os municípios que compõem a Região, demonstra a necessidade de transportes urbanos e malhas viárias que atendam esta demanda”.

 

Jornada de trabalho na RMF

 

Os trabalhadores da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) registraram uma jornada média de trabalho de 44 horas, em 2009. O documento destaca que os homens trabalham em média 45 horas semanais, 10% a mais que as mulheres (41); e que, em relação à faixa etária, até os 59 anos a jornada de trabalho eleva-se com a idade. Os profissionais com 39 a 59 anos trabalham uma média de 45 horas, enquanto que aqueles com idade entre 15 e 24 anos têm quatro horas a menos de jornada.

 

As categorias com jornadas mais extensas são as domésticas (50 horas) e os assalariados que ganham comissão (47), seguidos daqueles sem comissão (44) e os que trabalham por produção (43). As diaristas têm as menores jornadas, apenas 22 horas semanais. Além disso, o documento apresenta ainda que o comércio possui as jornadas mais longas de trabalho (48 horas), seguido da indústria de transformação (45) construção civil (42) e serviços (41).

 

Entre os negros, a jornada é um pouco mais extensa (44 horas semanais) em comparação aos não negros (43), como também dos chefes de família (46 horas por semana), quatro horas a mais que o cônjuge e seis a mais que os filhos. Em relação à escolaridade, percebe-se que a jornada diminui com sua elevação.

 

A força de trabalho jovem

 

Mais de 70% dos jovens inseridos no mercado de trabalho, encontram-se na condição de assalariados, 17% trabalham como autônomos e uma parcela de 8,1% deles está inserida no trabalho doméstico. Dentre os jovens com carteira assinada, 71,2% têm ensino médio, 16,8% estão no ensino fundamental e 11,8% cursam ou possuem o ensino superior.

 

Segundo o estudo População e Mercado de Trabalho, estas oportunidades surgem com mais intensidade entre as micro e pequenas empresas, apesar de se reconhecer a importância das médias e grandes na geração de empregos para os jovens.

 

A condição de frequência à escola revela que 45,8% frequentam uma escola. Considerando as atividades juvenis, registra-se que 33% dos jovens apenas estudam, 32% apenas trabalham, 12% trabalham e estudam e 23% não trabalham e não estudam.

 

Neste sentido, o presidente do IDT, Francisco de Assis Diniz, ressalta os diversos Programas e Projetos desenvolvidos pelo Governo do Estado para esta parcela da população, tais como o ProJovem Urbano, o Primeiro Passo e o Juventude Empreendedora, que oportunizam vivências e conhecimentos que possibilitam agregar mais ferramentas para o mercado de trabalho.

 

10.11.2010

 

Assessoria de Comunicação do IDT:

Ana Clara Braga (anaclara@idt.org.br / 3101.5500)