Funceme começa a gerar dados atmosféricos para a Organização Meteorológica Mundial

25 de novembro de 2010

Desde o início de novembro, as áreas oceânicas junto ao litoral Norte e Nordeste do Brasil são observadas em tempo real pelo satélite norte-americano NOAA (National and Oceanic Atmospheric Administration) e os dados obtidos são retransmitidos e combinados com os das outras estações de recepção já existentes no mundo todo e disponibilizados para a comunidade meteorológica internacional, através da rede GTS (Global Telecommunication System/Sistema de Telecomunicação Global). A observação tornou-se possível porque o Sistema de Recepção de Satélites de Órbita Polar da Funceme (Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos) esta sendo utilizado pela OMM (Organização Meteorológica Mundial) como um dos nós de recepção e pré-processamento dos dados ATOVs (Advanced Tiros Operational Vertical Sounder) do satélite NOAA.

 

Agora, segundo o Dr. Jerome Lafeuille, chefe do Sistema de Observação da Terra por Satélites, da OMM, com a inclusão da antena da Funceme, são gerados, a partir das imagens NOAA, perfis verticais da atmosfera terrestre para 74% da área do globo. Estes dados são muito importantes para complementar as informações dos perfis verticais de outras áreas do planeta, e que são utilizados principalmente nos modelos de previsão de tempo e clima globais e regionais.

 

Cooperação

 

De acordo com Antônio Geraldo Ferreira, gerente do Departamento de Meteorologia e Oceanografia da Funceme, o avanço foi possível a partir do trabalho conjunto entre os técnicos da instituição cearense e do INPE/CPTEC (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais/Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos). “São rodados, todos os dias, modelos operacionais globais e regionais de previsão numérica de tempo em vários países, inclusive no Brasil através da Funceme, do INPE, entre outras instituições, e que utilizam uma enorme gama de itens de informação sobre a atmosfera terrestre, através de milhares de observações meteorológicas coletadas pelos serviços meteorológicos no mundo, além de dados obtidos por satélites. Dessa forma, quanto mais informações de qualidade pudermos fornecer como dados de entrada (“input”, na linguagem técnica) para os modelos de previsão, mais precisos ficam os produtos gerados, agregando qualidade à observação da atmosfera, e ao monitoramento e previsão do tempo e do clima”, explica Geraldo Ferreira.

 

25.11.2010

Assessoria de Imprensa da Funceme

Guto Castro Neto (comunicacao@funceme.br / 85 3101.1102)