Análises do Lacen confirmam que vírus da raiva prevalece em saguis

29 de agosto de 2012

Depois de 350 amostras analisadas, o Laboratório de Diagnóstico de Raiva, do Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen), comprova que o ciclo de transmissão silvestre da doença prevalece sobre o ciclo urbano. Dos 17 resultados positivos para raiva registrados de janeiro a julho deste ano, seis eram de amostras de sagui (soim), três de  raposa, três de cão e cinco de outros animais. Inaugurado em junho do ano passado, o Laboratório de Raiva, no Lacen, realiza o diagnóstico de raiva humana e em animais de pequeno porte para todos os municípios do Estado, para as seis regionais de Fortaleza, para o Centro de Controle de Zoonoses da capital  e para outras instituições, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Para o diagnóstico de raiva, o Ministério da Saúde exige a realização de duas provas laboratoriais que são feitas no Lacen – a imunofluorescência direta (IFP) e a prova biológica (inoculação em camundongo – IC). A análise é realizada pelo LARA/Lacen em material coletado e enviado pelos municípios. Os principais transmissores da raiva para humanos são os cães e gatos, no ciclo urbano, sagui, raposa, guaxinim e morcego, no ciclo silvestre. O material para análise é coletado por veterinários capacitados pela Secretaria da Saúde do Estado da medula espinhal de animais transmissores. O resultado das análises realizadas pelo LARA dá suporte às ações de vigilância epidemiológica e de controle de zoonoses.

A raiva é uma zoonose viral que se caracteriza como uma encefalite progressiva aguda e letal. Todos os mamíferos são suscetíveis ao vírus da raiva e, portanto, podem transmiti-la. A doença apresenta dois principais ciclos de transmissão: urbano e silvestre, sendo o urbano passível de eliminação, por se dispor de medidas eficientes de prevenção (vacina e soro antirrábico), tanto em relação ao ser humano, quanto à fonte de infecção. Este ano, no Ceará, a campanha de vacinação antirrábica de cães e gatos acontecerá no primeira quinzena de novembro. Nos últimos oito anos, desde 2005, foram confirmados cinco casos de raiva humana no Ceará. Desse total, quatro tiveram transmissão através de soins em São Luís do Curu, Camocim,  Ipu e Jati. Em Chaval, o caso de raiva foi transmitido por um cão.

 

Assistência médica

As agressões de animais silvestres a humanos são classificadas como acidentes graves pelo Ministério da Saúde. Ao ser agredido por animais, deve-se lavar imediatamente a ferida com água e sabão em abundância e imediatamente procurar assistência médica, pois somente o profissional de saúde poderá realizar avaliação do paciente, e se necessário indicar o tratamento profilático antirrábico humano. Em casos de agressão por animais silvestres, como os morcegos, macacos, saguis, raposas, mesmo que ferimentos pequenos, o tratamento profilático antirrábico humano é imprescindível e deve ser buscado o mais rápido possível, antes do aparecimento de sintomas. Com o tratamento adequado é possível conter a doença. Mas para evitar qualquer risco, o mais indicado ainda é deixar os animais silvestres em ambientes naturais e evitar o contato ou atraí-los para o convívio doméstico.

 

29.08.2012

Assessoria de Comunicação da Sesa

Selma Oliveira/ Marcus Sá ( selma.oliveira@saude.ce.gov.br / 85 3101.5220 – 3101.5221 – 8733.8213)
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