Transplantados pulmonares se confraternizam com equipe do Hospital de Messejana

20 de dezembro de 2012

Em clima de Natal, a Equipe do Programa de Transplante de Pulmão do Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes se confraterniza com todos os pacientes transplantados e suas famílias nesta sexta-feira (21), às 09 horas, na sede do Hospital. Dois pacientes que continuam aguardando a doação dos órgãos também participarão da reunião. “Será um momento para celebrar o segundo ano de atuação da equipe e a conquista deste ano que foi a realização do transplante pulmonar bilateral”, ressaltou o coordenador do Programa, Antero Gomes Neto.

Em 2012 a equipe realizou quarto transplantes de pulmão, igualando o número de cirurgias do ano passado. A diferença em relação a 2011 é que, em 2012, três transplantes foram bilaterais, procedimento iniciado este ano no Estado. Esse tipo de transplante permite maior sobrevida ao paciente. A cirurgia de transplante pulmonar bilateral é mais demorada e envolve maiores riscos. Por isso é indicada para pacientes de até 55 anos e em casos de doenças específicas que afetam os dois pulmões.

O trabalho da equipe já soma várias vitórias. Foram oito transplantes bem sucedidos que devolveram nova vida a pacientes que hoje têm qualidade e maior expectativa de vida. “Temos muito que comemorar já que esse tipo de transplante é um dos mais delicados por conta do alto índice de complicações e mortalidade”, disse Antero Gomes Neto. O cirurgião explicou ainda, que outro fator é a dificuldade em preservar o órgão, que após a morte encefálica tem baixo índice de aproveitamento, decorrente da alta exposição ao meio externo, tornando-o susceptível a infecções e outros problemas que causam danos ao órgão, inviabilizando o transplante.

Segundo o coordenador do serviço, os bons resultados conquistados pela equipe do Hospital de Messejana devem-se a alguns fatores, entre eles, a qualidade, competência e dedicação da equipe médica e multidisciplinar e ao Hospital, que oferece as condições matérias necessárias para o sucesso do procedimento de alta complexidade.

Há um ano e meio, pacientes com doenças respiratórias graves, dependentes de oxigênio para respirar não tinham alternativa de tratamento e sofriam com a certeza de uma expectativa de vida a curta. A única saída era o transplante pulmonar. Mas a esperança para conseguir um novo pulmão era quase zero, já que precisariam viajar à São Paulo, Rio Grande do Sul ou Minas Gerais para tentar a cirurgia. Muitos pacientes das regiões Norte e Nordeste do país com este perfil não tiveram a chance de voltar a respirar naturalmente e viver uma vida normal, até que a situação foi revertida quando no Ceará, o Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes iniciou, em junho de 2011, o Programa de Transplante de Pulmão, coordenado pelo cirurgião torácico Antero Gomes Neto.

 

20.12.2012

Assessoria de Imprensa do Hospital de Messejana

Stella Magalhães (85 9998.7464 – 3101.4092)