Cid Gomes se reúne com diretora-geral da ANP

22 de Abril de 2013

O governador Cid Gomes se reuniu nesta segunda-feira (22), no Palácio da Abolição, com a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard. Durante o encontro, foi destacado o potencial do Ceará para a 11ª Rodada de Licitação, que será realizada nos dias 14 e 15 de maio, no Rio de Janeiro.

Segundo a diretora, o Ceará possui inúmeras vantagens na 11ª Rodada, que vai ter foco na margem equatorial, no litoral, desde o Rio Grande do Norte até o Amapá, dentre outras áreas (é uma rodada com foco no Norte-Nordeste). “O Ceará está fortemente contemplado na 11ª Rodada de Licitação, onde nós temos áreas em águas profundas no litoral do Estado. Mas o Ceará não é só essas águas na rodada. É mais do que isso. É um Estado estrategicamente localizado, com uma infraestrutura instalada, com um porto importante, que é o Porto do Pecém, e localizado bem no meio de uma área, que nós vamos licitar, que abrange uma área de cerca de 75 mil km², e que vai desde o Rio Grande do Norte até o Amapá”, comentou Magda.

Para Magda Chambriard, o Ceará tem todo o potencial para o fornecimento de bens e serviços oriundos da exploração petrolífera. “O Estado só tem a se beneficiar, não apenas com a exploração e produção, mas também com toda uma prestação de serviços e fornecimentos de bens para apoio à nossa atividade exploratória em toda essa margem equatorial brasileira. O Ceará, antes de tudo, tem como se habilitar para fornecer bens e serviços para toda uma atividade exploratória e de produção que se avizinha”, destacou.

A diretora da ANP acredita em boas oportunidades exploratórias na área citada, o que deverá refletir numa grande concorrência nessa 11ª Rodada. “Isso significa oportunidade de negócios para o Brasil, para a indústria brasileira e para a indústria nordestina”, concluiu.

ANP dentro11ª Rodada de Licitações da ANP – Ceará

A 11ª. Rodada de Licitações da ANP vai oferecer 11 blocos em águas profundas na Bacia do Ceará, um total de 7.388 Km². O bônus de assinatura mínimo (valor a ser oferecido pelas empresas para assinatura do contrato) exigido para essas áreas varia de R$ 4,6 milhões a R$ 8,4 milhões. Os resultados obtidos recentemente, a analogia com descobertas de óleo leve na África e América do Sul e a infraestrutura disponível na região colocam a Bacia do Ceará como um dos destaques da rodada.

Há quatro campos já produzindo óleo leve na Bacia do Ceará – Atum, Curimã, Espada e Xaréu – concedidos à Petrobras. A produção em fevereiro deste ano na bacia foi de 82 mil metros cúbicos de gás por dia e 8.452 barris de petróleo por dia. A Petrobras também é operadora de dois blocos exploratórios, o BM-CE-1 e o BM-CE-2 no qual foi feita, em agosto de 2012, a primeira descoberta em águas profundas na bacia.

Foi comprovada a ocorrência de petróleo durante a perfuração do poço 1-BRSA-1080-CES, conhecido informalmente como Pecém. O poço está localizado a aproximadamente 76 km do município de Paracuru, na costa do Estado do Ceará, em profundidade de água de 2.129m. A Petrobras tem 60% de participação do bloco em consórcio com a empresa BP Energy do Brasil Ltda, que detém 40%.

A Bacia do Ceará tem como sucesso exploratório análogo descobertas de óleo leve na África, como o campo de Jubilee, em Gana. E, na América do Sul, a descoberta de Zaedyus, na Guiana Francesa. A bacia integra a margem equatorial do Brasil, que será o destaque na rodada e que inclui áreas no Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. A margem equatorial é formada pelas bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar, todas de nova fronteira exploratória. O surgimento ou crescimento das atividades petrolíferas nesses estados deverá gerar emprego e renda para a população local.

 

Sobre a 11ª rodada

Vão ser licitados 289 blocos em 23 setores, totalizando 155,8 mil km², distribuídos em 11 Bacias Sedimentares: Barreirinhas, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Tucano. Dos 289 blocos, 166 estão localizados no mar, sendo 94 em águas rasas, 72 em águas profundas, e 123 em terra.

O objetivo da 11ª Rodada é promover o conhecimento das bacias sedimentares, desenvolver a pequena indústria petrolífera e fixar empresas nacionais e estrangeiras no país, dando continuidade à demanda por bens e serviços locais, à geração de empregos e à distribuição de renda. Para alcançar esses objetivos, a ANP mantém a aplicação de regras de conteúdo local, que possibilitam o fortalecimento de fornecedores nacionais de bens e serviços. A oferta de áreas em diversos estados brasileiros contribuirá para a redução das desigualdades a partir da descentralização da produção de petróleo e gás no país, incentivando o crescimento da indústria petrolífera em regiões em que este segmento é inexistente ou incipiente.

 

22.04.2013

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