Mais de mil médicos e enfermeiros assistem ao aulão sobre sarampo

29 de Janeiro de 2014

Mais de mil médicos e enfermeiros de hospitais públicos e privados e postos municipais de saúde lotaram o auditório do “Aulão sobre sarampo”, realizado nesta terça-feira pela Secretaria da Saúde do Estado. Todos de olhos e ouvidos bem abertos para os especialistas em epidemiologia, infectologia, imunização e análise laboratorial que mostraram a situação do sarampo no mundo, Brasil e Ceará, orientaram como identificar um caso suspeito e a importância da qualidade da vigilância no controle da doença, reforçaram o valor da vacina na prevenção e destacaram ainda a eficiência e rapidez dos exames laboratoriais. No Ceará, os exames são feitos no Laboratório Central de Saúde Pública – Lacen, da Secretaria da Saúde do Estado. Sobre a vigilância do Ceará na detecção dos casos, o gerente da Vigilância Epidemiológica das Doenças de Transmissão  Respiratória e Imunopreveníveis do Ministério da Saúde, Fabiano Marques, foi direto: “o Ceará foi rápido na vigilância do primeiro caso e isso ajuda na tomada de medidas e no controle da doença”.

As principais questões abordadas pelos médicos e enfermeiros que ficaram mais atualizados no diagnóstico do paciente com sarampo foram relacionadas a imunização. A criança que já tomou as duas doses da vacina, com a comprovação no cartão de vacina, deve ser imunizada de novo? A recomendação do Ministério da Saúde é que durante a campanha de vacinação as crianças com até menos de cinco anos, mesmo já tendo recebido as duas doses, deve ser vacinada novamente. Outra dúvida que foi eliminada por Fabiano Marques foi sobre o limite de idade para vacinação. Só devem ser vacinados na rotina dos postos de saúde adultos com até 49 anos de idade? “Para efeito de bloqueio da transmissão do vírus, em situação de surto da doença, pessoas que tiveram contato com pacientes que tiveram sarampo, independentemente da idade, devem ser vacinados. Não importa se têm 60, 70 anos”, observou Fabiano Marques.

O cartão de vacina é tão importante que foi comparado a carteira de identidade durante o “Aulão sobre sarampo”. Sem comprovação de vacina, feita através do cartão, tanto crianças quanto adultos são considerados não vacinados. Não basta os pais afirmarem que a criança foi vacinada. Só a palavra também não basta em casos dos adultos afirmarem que já tiveram a doença antes de 1999, último ano em que foi registrado caso da doença, e por isso não precisam mais serem vacinados. Nos 10 casos confirmados e 10 em investigação no Estado não há esquema de vacinação completo. Os pacientes não foram vacinados ou nos casos de crianças e adolescentes com até 19 anos só têm comprovação de um dose da vacina quando deveriam comprovar duas doses.

Campanha de vacinação

Desde segunda-feira, 27, começou a campanha de vacinação nos postos de saúde de Fortaleza. As crianças de seis meses a menos de 5 anos recebem a vacina tríplice viral, que também protege contra rubéola e caxumba, e integra o calendário básico da vacinação. A previsão é de que 160.551 crianças sejam vacinadas.  No sábado, 1º de fevereiro, a campanha será ampliada, incluindo os 14 municípios da Região Metropolitana. Ao total, somando capital e Região Metropolitana, a expectativa aumenta para 246.036 crianças vacinadas. Os pais ou responsáveis não podem esquecer de levar aos postos os cartões de vacinação das crianças.   

Os 10 casos confirmados em Fortaleza apresentaram o vírus do sarampo do genótipo D8, um tipo viral que está circulando em países como a Inglaterra, Estados Unidos, Canadá e China, onde há uma elevada incidência da doença. No Brasil, os vizinhos estados de Pernambuco e Paraíba e os estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina também estão com registros de casos.

29.01.2014

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