Dragão do Mar: Programação de 6 a 11 de janeiro

5 de Janeiro de 2015

? Mostra Expectativa/ Retrospectiva

A primeira edição da Mostra Expectativa/Retrospectiva segue até dia 14 de janeiro, no Cinema do Dragão-Fundação Joaquim Nabuco. Nos três primeiros dias, dias 2, 3 e 4 de janeiro, as sessões da mostra receberam 1.778 pessoas. Sucesso de público.  A expectativa é que esta semana que se inicia bata o recorde de público desde a re-inauguração do Cinema do Dragão, em 2013. De 2 e 14 de janeiro, a Mostra Expectativa/Retrospectiva  faz a exibição de 61 longas-metragens, entre os mais marcantes de 2014, as potenciais estreias dos próximos meses e grandes clássicos. 

Realizada no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco (Recife) desde 1998 com sucesso absoluto de público, a Mostra Expectativa/Retrospectiva tem como objetivo exibir alguns dos filmes mais fortes do ano que passou e as principais estreias do início do ano que começa.

61 mil espectadores

Em apenas 15 meses, o Cinema do Dragão – Fundação Joaquim Nabuco consolidou-se como um espaço democrático e plural. Estimamos que, nesse tempo, pelo menos 61.000 espectadores terão acompanhado as nossas sessões até o fim de dezembro. O desafio de criar um elo permanente entre o público de Fortaleza e as múltiplas formas e temas da cinematografia mundial e brasileira foi atingido.

Em 2014, foram exibidos 73 longas metragens (entre clássicos, contemporâneos, locais, sessões especiais e filmes em circuito) e incontáveis curtas metragens nacionais ao longo do ano. Criamos também a faixa Conversa de Cinema, na qual realizamos diversos debates com importantes nomes da cinematografia brasileira. A exibição de clássicos, constante desde a inauguração do cinema, foi ampliada e fortalecida, chegando à marca de 18 clássicos estrangeiros exibidos durante o ano em cópias digitais restauradas (DCP 2K e 4K) e no suporte original 35mm.

Programação

06 de Janeiro – Terça-Feira
15h30 / Cupcakes – Música e Fantasia – 92 min – 10 anos (Sala 1)
15h30 / Bem-Vindo a Nova York – 125 min – 18 anos (Sala 2)
17h30 / Libertem Angela Davis – 102 min – 14 anos (Sala 1)
18h / No Limite do Amanhã – 113 min – 14 anos (Sala 2)
19h30 / O Lugar das Perdas (Conversa de Cinema do Israel Branco) – 80 min – Livre (Sala 1)
20h / Bem Perto de Buenos Aires – 80 min – 14 anos (Sala 2)

07 de Janeiro – Quarta-Feira
15h / Magia ao Luar – 100 min – 12 anos (Sala 2)
15h30 / The Rover – A Caçada – 103 min – 16 anos (Sala 1)
17h / O Pequeno Fugitivo – 80 min – 10 anos (Sala 2)
17h30 / Mommy – 139 min – 14 anos (Sala 1)
19h / Interstellar – 170 min – 12 anos (Sala 2)
20h30 / My Name is Now – Elza Soares – 71 min – 14 anos (Sala 1)

08 de Janeiro – Quinta-Feira
15h15 / Ninfomaníaca – Parte 2 – 123 min – 18 anos (Sala 2)
16h / Nick Cave – 20.000 Dias na Terra – 97 min – 12 anos (Sala 1)
17h45 / O Grande Momento – 80 min – Livre (Sala 2)
18h / Amantes Eternos – 123 min – 12 anos (Sala 1)
19h30 / Garotas – 112 min – 14 anos (Sala 2)
19h45 / Era Uma Vez em Nova York – 120 min – 14 anos (Sala 1)

09 de Janeiro – Sexta-Feira
15h45 / Cortinas Fechadas – 106 min – 12 anos (Sala 1)
16h / Um Fim de Semana em Paris – 90 min – 12 anos (Sala 2)
17h45 / Sinfonia da Necrópole – 85 min – 14 anos (Sala 1)
18h / Bem Perto de Buenos Aires – 80 min – 14 anos (Sala 2)
19h30 – Acima das Nuvens – 124 min – 14 anos (Sala 1)
19h45 – Fome de Viver – 97 min – 16 anos (Sala 2)

10 de Janeiro – Sábado
15h / O Homem Duplicado – 90 min – 16 anos (Sala 2)
15h30 / Quando Eu Era Vivo – 108 min – 14 anos (Sala 1)
17h / Os Pássaros – 120 min – 14 anos (Sala 2)
17h30 / Jersey Boys – 134 min – 12 anos (Sala 1)
19h30 / Depois da Chuva (Conversa de Cinema com Claudio Marques) – 90 min – 12 anos (Sala 2)
20h / Ida – 82 min – 14 anos (Sala 1)

11 de Janeiro – Domingo
14h30 / Nós Somos as Melhores – 102 min – 12 anos (Sala 1)
15h30 / O Vento Lá Fora – 64 min – Livre (Sala 2)
16h45 / Boyhood – 164 min – 14 anos (Sala 1)
17h / Os Doces Bárbaros – 100 min – 12 anos (Sala 2)
19h / Leviatã – 142 min – 14 anos (Sala 2)
20h / Amor, Plástico e Barulho – 86 min – 14 anos (Sala 1)

13 de Janeiro – Terça-Feira
15h / Relatos Selvagens – 120 min – 14 anos (Sala 2)
15h45 / Violette – 140 min – 14 anos (Sala 1)
17h45 / Hiroshima, Mon Amour – 91 min – 14 anos (Sala 2)
18h30 / A Vida Privada dos Hipopótamos – 91 min – 12 anos (Sala 1)
19h45 / Retorno a Ítaca – 95 min – 16 anos (Sala 2)
20h30 / Sopro – 73 min – Livre (Sala 1)

14 de Janeiro – Quarta-Feira
14h40 / O Abutre – 120 min – 12 anos (Sala 1)
16h / Ida – 82 min – 14 anos (Sala 2)
17h / O Crítico – 98 min – 12 anos (Sala 1)
17h30 / Brincante – 93 min – Livre (Sala 2)
19h30 / Cães Errantes – 138 min – 16 anos (Sala 1)
19h45 / A História da Eternidade – 120 min – 16 anos (Sala 2)
_De 2 a 14 de janeiro. Ingressos: R$ 12 e R$ 6 (meia). Terça-feira é dia de MEIA PARA TODOS, no Cinema do Dragão. Mais informações: www.cinemadodragao.com.br.

? Selvagens à Procura de Lei faz show dia 10 de janeiro, no Anfiteatro

Os meninos que reuniram o maior público da Maloca Dragão – os cinco dias que comemoraram os 15 anos do Dragão do Mar – retornam com tudo para o primeiro show da banda em 2015. Será dia 10 de janeiro, às 20h. Ingressos já à venda.

Além de músicas cantadas em coro como “Mucambo Cafundó”, “Brasileiro” e “Despedida”, quem for poderá ouvir pela primeira vez algumas das músicas novas que estarão no próximo disco, o “Praieiro”. Após o show, a banda retorna para São Paulo, onde retomam a gravação nos estúdios da Red Bull e seguem com a agenda de compromissos. 

Sobre a banda

Texto por Jamari França

O maior elogio que posso fazer aos Selvagens à Procura de Lei é que poderiam estar entre as grandes formações dos anos 80. Uma banda com letras consistentes, arranjos que fogem ao óbvio e duas grandes vozes de Gabriel Aragão e Rafael Martins que se completam em vocais dos quatro integrantes. Gabriel e Rafael são virtuosos nas guitarras, mas nem por isso enchem o disco com elas. São usadas na medida certa em que as canções pedem e a dupla abre mão delas por violões e piano em várias faixas.

Natural de Fortaleza, a banda se projetou em seu Estado, ocupando todos os palcos, dos menores ao maior deles, o Ceará Music, antes de partir para conquistas ainda maiores – que incluíram uma indicação na categoria Aposta do VMB 2012 da MTV e uma apresentação no mesmo ano no Prêmio Multishow junto com o Capital Inicial. O produtor David Corcos assumiu a produção da banda que resultou neste CD, lançado pela Universal Music.

Os Selvagens podem ser chamados de a primeira grande revelação do Rock Brasil nesta segunda década dos anos 00. Uma banda que honra uma qualidade conseguida nas décadas de 80 e 90 e que andou fazendo falta nos últimos tempos, se é que vocês me entendem. Já apontaram neles influências de The Strokes e Arctic Monkeys, bandas que tem um pé na sonoridade dos 60 e 70. Eles apontam um leque de influências que incluem os guitarristas John Frusciante, Jack White e Fernando Catatau, e a trindade nada santa de Lobão, Cazuza e Renato Russo, além de The Beatles.

A letra de “Brasileiro” tem um verso que é, ao mesmo tempo, uma crítica ao mainstream atual e uma profissão de fé da banda: “Música não pra cabeça, mas feita pro pé”. Na mesma canção um verso que ecoa “Ideologia”, a música manifesto de Cazuza: “Nossos heróis de verdade morreram por covardia”. Em “Juventude solitude”, a grande indagação que persegue jovens desde sempre: “Será que você vai se tornar o que esperam de você?”. E mais adiante: “O que você vai escolher agora, sem ninguém pra lhe dizer o que fazer a cada hora?”. E proclamam “Crescer dói, mas essa é a história de todos os heróis”. Já “Mucambo Cafundó” ecoa: “Eu fico louco em saber que o futuro é um precipício”. Muitas questões colocadas como costumava ser nos anos 80, quando a geração do rock discutia alternativas, fazia propostas e alimentava a geração jovem que emergia dos anos de ditadura.

Os temas românticos não ficam de fora e são tratados sem pieguices. “Despedida” proclama: “Mostrando a realidade de nossa dupla solidão, eu me entrego a você como uma cidade derruba muros”. “Música de amor número um” indaga: “Quais sentimentos não se pode apagar? Em quem você vai confiar? Vamos fazer memórias juntos na corrente de um rio?”. E uma outra se define no próprio título: “O amor existe, mas não querem que você acredite”.

As embalagens musicais destas canções, feitas em maioria por Gabriel Aragão, algumas por Rafael Martins e outras pela dupla, são bem variadas. “Massarrara”, por exemplo, explode de cara com duas guitarras, uma em cada canal do estéreo, com uma levada roquenrol cantada a duas vozes por Rafael e Gabriel, com o baixista Caio Evangelista e o baterista Nicholas Magalhães se juntando a eles nos vocais.

“Juventude solitude” alterna momentos mais suaves com outros mais pesados com uma pontuação de guitarra a La The Edge em alguns momentos, com o vocal de Gabriel. Para a radiografia de “Brasileiro”, um povo cujo ano só começa quando passa fevereiro, a levada rock e vocal rap é pontuada por guitarras pesadas com maior ou menor ênfase em cada estrofe e explosão no refrão.

“Música de amor número um” tem uma levada acústica de coloração country folk brasileiro, tipo Sá e Guarabyra, neste apelo do cantor para encontrar uma certa Claudia. “Despedida” é uma balada em midtempo com duas guitarras em levadas distintas, uma em cada canal, com bom reforço vocal de Nicholas junto com Rafael e Gabriel. Na coda, o andamento muda para um encerramento na base de ná ná nás, pontuado por um bom solo no canal direito.

“Sr. Coronel” me remeteu à fase solo de John Lennon, deve ser viagem minha, talvez pelo estilo do piano que segura a levada, se bem que não nas frases de guitarra que pontuam a segunda parte. Belo trabalho de entrosamento vocal entre Gabriel e a banda nos back vocals. “Carrossel em câmera lenta” tem um excelente trabalho de guitarras, mais comedidas em algumas partes, mais pesadas em outras, com timbres alternados e solos bem sujos no final. “Mar fechado” usa o recurso clássico de um começo lento quase a capella, só com leves frases de guitarra para ganhar peso e explodir no final com uma levada que me lembrou “She´s so heavy”, dos Beatles, mas com um solo veemente e inspirado de guitarra.

Em “Enquanto eu passar na sua rua”, Rafael e Gabriel duelam cantando estrofes diferentes ao mesmo tempo, uma canção de amor pontuada por guitarras em timbres diferentes e batida rock em midtempo. “Crescer dói” tem arranjo dominado pelo piano de Gabriel, que faz o vocal, com participação discreta de guitarra, baixo e bateria, uma levada econômica e altamente eficaz de curta duração. “Mucambo Cafundó” evoca a cidade natal dos Selvagens à Procura de Lei, Fortaleza, para falar de uma crise existencial num eterno país do futuro com uma levada vigorosa com guitarras pesadas.

“O amor existe, mas não querem que você acredite” é uma balada com levada de piano com um belo vocal de Gabriel e pontuações de guitarra. Essa me evocou a fase solo de Paul McCartney. Selvagens à Procura de Lei é uma banda que soma ao que existe de melhor no rock brasileiro.

_SERVIÇO
Show Selvagens à Procura de Lei
Quando: dia 10 de janeiro de 2014
Hora: às 20h
Onde: Anfiteatro
Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia), à venda na bilheteria do Dragão do Mar. Ingressos promocionais nas lojas Nordwest (shoppings Benfica e Del Paseo): R$ 30 + 1 kg de alimento (para trazer no dia do show)
Saiba mais sobre a banda: sapdl.com.

? Fuxico no Dragão [Feira]

DJs, exposição de fotografias de artistas locais e uma feirinha com vinte jovens expositores em design, moda, produtos terapêuticos e gastronômicos agitam as tardes de domingo do Centro Dragão do Mar. O programa perfeito para jogar longe o marasmo dominical.

_Dia 11 de janeiro, das 16h às 20h, na Arena Dragão do Mar. Acesso gratuito.

? Sax in Cena [Circuito de Música Erudita]
Fundado em julho de 2006, o Sax in Cena é o primeiro quarteto de saxofone profissional do Estado do Ceará. Com repertório variado, entre clássicos da música erudita e popular, passando por gêneros como choro, frevo, jazz, xote, entre outros, o grupo trabalha com a proposta de formação de plateias, procurando despertar nas mais diferentes faixas etárias o interesse pela música.
_Dia 11 de janeiro, às 18h, no Auditório. Ingressos: R$ 4 e R$ 2 (meia)
 
 

? Brincando e Pintando no Dragão do Mar
Brincadeiras e atividades infantis para todas as idades orientadas por monitores.
_Todos os domingos, das 16h às 19h, na Praça Verde. Acesso gratuito.
 
 

? Planetário Rubens de Azevedo
O Planetário Rubens de Azevedo é um espaço de entretenimento e formação pedagógica através de caráter transdisciplinar em Astronomia.

Sessões:

O ABC do Sistema Solar
Em uma nave imaginária crianças fazem uma viagem pelo Sistema Solar. Durante a viagem elas aprendem sobre a mitologia das constelações e as lendas astronômicas. 30min.

Nos Limites do Oceano Cósmico
Usando o poder da nossa imaginação, viajaremos pelo espaço a uma velocidade próxima a da luz até o limite do universo visível, e com a ajuda do planetário, veremos de perto a nossa galáxia e grupos de galáxias muito distante de nós. Será que o universo tem fim? O que vemos no céu é uma ilusão? Você verá que o universo está em expansão e novas estrelas estão surgindo a todo instante.

Explorando o Universo
Venha se aventurar numa fascinante viagem pelo universo, e com Galileu conheceremos os segredos do céu e suas descobertas científicas para o progresso da ciência. 40min.

Origens da Vida
Mergulhando no desconhecido, e a partir das profundezas do oceano, descobriremos as origens da vida em nosso planeta. Através do tempo e espaço viajaremos até o nascimento das primeiras estrelas. 30min. 

Sessões às quintas e sextas-feiras:

18h – Explorando o Universo
19h – Nos Limites do Oceano Cósmico
20h – Origens da Vida 

Sessões aos sábados e domingos:

17h – ABC do Sistema Solar
18h – Explorando o Universo
19h – Nos Limites do Oceano Cósmico
20h – Origens da Vida

05.01.2015

Assessoria de Comunicação do Dragão do Mar
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