Secretaria da Saúde orienta sobre diagnóstico precoce da hanseníase

23 de Janeiro de 2015

A fachada da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) ficará iluminada nas cores marrom, vermelho e bege durante a última semana de janeiro, como parte das ações que marcarão o Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase e da campanha “Hanseníase: quanto antes você descobrir, mais cedo vai se curar”, do Ministério da Saúde (MIS), que alerta para a necessidade do diagnóstico precoce. Na próxima quarta-feira (28), das 08 horas às 16 horas, uma série de atividades, como exibição de filmes, e rodas de conversas com profissionais de saúde do Centro de Referência Nacional em Dermatologia Sanitária Dona Libânia, está programada para a sede da Sesa (Avenida Almirante Barroso, 600 – Praia de Iracema). O Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase ocorre todo ano no último domingo de janeiro, este ano no dia 25, e as cores marrom, vermelho e bege, que, além do branco, representam os tons das manchas provocadas pela doença.

 

Redução

A hanseníase é doença considerada endêmica em todo o país, com prevalência de 1,42 casos por 10 mil habitantes. Em 2014, a taxa de detecção geral foi de 12,14 por 100 mil habitantes, correspondendo a 24.612 casos novos da doença no país. Na população menor de 15 anos houve registro de 1.793 casos. No Ceará, houve notificação de casos em 164 dos 184 municípios do Estado. O coeficiente de detecção está em queda e oscilou de 34,7 casos por 100 mil habitantes em 2001 para 18,5 em 2014, com 1.595 casos detectados no ano passado. Em menores de 15 anos foram notificados 2.024 casos novos de hanseníase entre 2001 e 2014. O controle da hanseníase é baseado no diagnóstico precoce, tratamento e cura para eliminar as fontes de transmissão da doença. O Ministério da Saúde estabelece como compromisso alcançar a meta de menos de 1 caso por 10 mil habitantes, com o aumento da detecção precoce e a cura dos casos diagnosticados.

 

Coeficiente de detecção geral da hanseníase, Ceará, 2001 a 2014

Indicadores/Ano

Casos Novos

Coeficiente Detecção Geral
por 100.000hab.

2001

2619

34,7

2002

2514

32,8

2003

2916

37,6

2004

2726

34,7

2005

2815

34,8

2006

2389

29,1

2007

2515

30,2

2008

2586

30,6

2009

2256

26,4

2010

2187

25,9

2011

2003

23,7

2012

2152

25,0

2013

2104

24,4

2014

1595*

18,5

Total

33.337

Fonte: Sistema Nacional de Informação/ MS/ Sesa

 

Cura

A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, causada pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae). Não é hereditária e a evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada. A doença é transmitida de uma pessoa doente que não esteja em tratamento para uma pessoa saudável suscetível. A hanseníase tem cura, mas pode causar incapacidades físicas se o diagnóstico for tardio ou o tratamento não for realizado adequadamente, pelo período preconizado, já que atinge pele e nervos. Em um país endêmico como o Brasil, em qualquer pessoa com alteração de sensibilidade na pele deve-se pensar em hanseníase. Situações de pobreza, como precárias condições de vida, desnutrição, alto índice de ocupação das moradias e outras infecções simultâneas podem favorecer o desenvolvimento e a propagação da hanseníase.

 

Tratamento gratuito

O tratamento para hanseníase é gratuito e oferecido na rede básica do Sistema Único de Saúde (SUS). No Ceará, o Centro de Referência Nacional em Dermatologia Sanitária Dona Libânia, da rede da Secretaria da Saúde do Estado, é uma das principais referências de acompanhamento e atendimentos às pessoas com hanseníase. Fica na Avenida Pedro I, 1033, Centro. A rede estadual tem ainda dois centros de reabilitação – o Hospital de Dermatologia Sanitária Antônio Justa, Avenida Faustino Albuquerque, 1000, Col Antônio Justa, em Maracanaú, e o Centro de Convivência Antônio Diogo, Rua Irmã Augusta, 120, em Redenção.

 

23.01.2014

Assessoria de Comunicação da Sesa

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