AVC não é um acidente. Controle dos fatores de risco evitam a doença

27 de outubro de 2015

Dez fatores de risco controláveis são responsáveis por 90% dos casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Essa relação entre causas e efeito reduz a imprevisibilidade da doença. Por isso, apesar do nome que tem, o AVC não é um acidente. Esse é o alerta que será feito no Dia Mundial de Combate ao AVC, com a convocação para que as pessoas controlem os fatores de risco. Nesta quinta-feira, 29 de outubro, profissionais de saúde reunidos pelo Comitê Estadual de Atenção ao AVC da Secretaria da Saúde do Estado estará na Praça José de Alencar, das 8 às 14 horas, para fazer avaliação dos fatores de risco das pessoas interessadas e orientar a população sobre como evitar os riscos da doença. A data terá atividades em todo o Brasil e será a oportunidade do lançamento do aplicativo AVC Brasil, desenvolvido nacionalmente a partir do SOS AVC, criado no Ceará para permitir o pronto reconhecimento de pacientes com AVC e a comunicação imediata com o SAMU 192.

Os fatores de risco para o AVC, por ordem de importância, são pressão alta, fumo, obesidade, dieta inadequada, sedentarismo, colesterol elevado, diabetes, uso abusivo de bebida alcoólica, estresse crônico, depressão e doenças cardíacas, sobretudo as arritmias. A principal característica do AVC é a manifestação súbita dos seguintes sintomas: perda da força ou da sensibilidade em um dos lados do corpo, dificuldade para falar ou compreender, perda visual, particularmente se for só de um olho, tontura, vertigem ou dificuldade no equilíbrio e dor de cabeça sem causa aparente.

Apesar da redução do número de óbitos de 2014 em relação a 2013, o AVC continua sendo a doença que mais mata no Ceará. Em 2014, foram registrados 4.137 óbitos, menos do que os 4.399 óbitos de 2013, segundo dados do Sistema de Informações sobre Saúde (SIM), do Ministério da Saúde. Na rede pública estadual, três hospitais fazem atendimento especializado em AVC: Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e o Hospital Waldemar Alcântara, na capital, e o Hospital Regional do Cariri (HRC), em Juazeiro do Norte.

A unidade de AVC agudo do HRC realizou 1.594 atendimentos, em dois anos e cinco meses de funcionamento. Do total de atendimentos, 31% dos pacientes retornam para casa após passar pela unidade, 61% dão sequência ao tratamento na Unidade de Cuidados Especiais (UCE), 2,6% são encaminhados para UTI e apenas 3% vão a óbito. Segundo o coordenador da unidade, Gustavo Vieira, médico neurologista, 51,6% dos pacientes são do sexo masculino e 48,4% são mulheres, com idade média de 69 anos.

O tratamento trombolítico diminui em 18% os níveis de mortalidade e 36% na morbidade. O uso do medicamento só deve ser feito até quatro horas e meia após o AVC. O tempo do início dos sintomas até a chegada no HRC, em média, são de 10 horas. Gustavo Vieira acredita que esse tempo pode diminuir com o auxílio tecnológico do SOS AVC. O HRC dispõe de 10 leitos na unidade de AVC agudo e 29 leitos para cuidados ao AVC crônico. Além de dois neurologistas, a unidade conta com sete médicos clínicos, cinco enfermeiros, doze técnicos de enfermagem, dois fisioterapeutas, nutricionista,  fonoaudiólogo e assistente social.

Aplicativo

R MG 6550O aplicativo SOS AVC, que será lançado nacionalmente como AVC Brasil, tem por finalidade alertar as pessoas e facilitar o acesso delas o mais rápido possível a um local de atendimento especializado. Ao baixar o aplicativo “AVC Urgência”, a pessoa visualizará algumas ilustrações, mostrando os principais sintomas que apontam para o diagnóstico de AVC, tais como boca torta, dificuldade de falar e dificuldade para levantar os braços. Também terá acesso a uma relação de unidades de atendimento ao AVC em sua região geográfica, com filtro de endereço por geolocalização, apontando a unidade mais próxima de onde ela se encontra. Neste aplicativo, em todas as telas apresentadas, estarão visíveis para acionamento três botões de ligação telefônica instantânea: a pessoa poderá ligar para o SAMU 192, um “Número Amigo” cadastrado previamente ou para um serviço de táxi. O aplicativo também vai trazer informações sobre vida saudável, boas práticas que diminuem os ricos de AVC.

Muitos pacientes e familiares demoram a identificar os sintomas e sinais de um AVC, o que atrasa a chegada à unidade de saúde para o socorro e assistência. O neurologista e presidente do Comitê Estadual de Atenção ao AVC, João José de Carvalho, calcula que somente 21% dos pacientes chegam a tempo de receber o tratamento trombolítico nas emergências, menos de 10% são conduzidos pelo SAMU 192, que é acionado em apenas 12% dos casos. Quanto mais rápido o paciente for socorrido de forma adequada, maior a possibilidade de prognóstico favorável. No AVC, o atendimento rápido e adequado evita que o cérebro sofra maiores danos e representa toda a diferença entre viver ou morrer. Para melhor orientar a população, o aplicativo foi desenvolvido nas versões android e iOS, já está disponível para download gratuito no Google play e Apple Store. Fica fácil saber o que fazer diante de um paciente com AVC e ainda notificar um novo caso de AVC à Secretaria da Saúde do Estado, que desde 2008 desenvolve a política de controle da doença.

27.10.2015

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