Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão alerta para cuidados com diabetes

12 de Abril de 2016

O número de adultos que viviam com diabetes em 2014 quadruplicou em comparação ao ano de 1980, passando de 108 milhões para 422 milhões, de acordo com o último relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda com base no relatório, o aumento reflete um dos fatores de risco associado à doença: a obesidade. E estima-se que em 2030 a doença seja a sétima causa de morte. Tendo em vista a gravidade da situação, o Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH), unidade da Secretaria da Saúde do Estado, referência na assistência de nível secundário a pacientes com diabetes, faz um alerta para os sintomas e controle da doença. O Centro atende em média 250 pacientes por dia; tem uma equipe multidisciplinar composta por nutricionistas, endocrinologistas, enfermeiros, fisioterapeutas, dentistas, cardiologistas, oftalmologistas e neurologistas. Somente no ano passado, 10.678 pacientes diabéticos receberam atendimento no CIDH, 55 a mais que o total de atendimento em 2014, que foi de 10.623.

Caracterizada pela produção insuficiente de insulina pelo pâncreas (diabetes tipo 1) ou pela resistência à ação da insulina produzida (diabetes tipo 2), a diabetes é uma doença crônica e não tem cura. O problema se agrava ainda devido à falta de sintomas na fase inicial. “Exames laboratoriais devem ser feitos, principalmente na população de risco”, afirma a endocrinologista do CIDH, Marcela França. São fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes a obesidade, o consumo excessivo de açúcar e gordura, sedentarismo, abuso de álcool, tabagismo, estresse e histórico familiar. Outros fatores de risco para desenvolver a doença são: hipertensão, triglicérides altos, síndrome dos ovários policísticos e bebês que nascem acima de 4 kg.

Antes de desenvolver a diabetes do tipo 2, o paciente passa pela fase chamada “pré-diabetes”, que deve servir como alerta para evitar o progresso da doença. A pessoa pode saber se é pré-diabética em um exame simples de sangue. Uma pessoa é considerada com diabetes quando apresenta valores glicêmicos de 126 mg/dl, em jejum; 200 mg/dl, após duas horas do teste oral de tolerância a glicose ou em qualquer ocasião na presença de sintomas ou HbA1c maior igual a 6,5%. “Uma nova coleta de exames deve ser feita para que seja confirmado o diagnóstico de diabetes”, explica Marcela.

O diabetes controlado possibilita boa qualidade de vida, porém a falta de cuidados pode afetar todo o corpo. “O descuido com o controle pode levar o paciente a ter muitos problemas na visão, nos pés, rins e coração”, enfatiza a endocrinologista. O rastreamento das complicações deve ser feito pelo menos anualmente afim do diagnóstico precoce das mesmas. As complicações na visão acontecem porque a doença altera os vasos da retina levando o paciente a desenvolver retinopatia diabética. “A retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira”, ressalta.

Outro agravante comum do diabetes descontrolado é a nefropatia diabética, levando a insuficiência renal. “Sendo a maior causa de terapia de diálise”, fala Marcela França. As chances de obter doenças cardiovasculares como o infarto e acidente vascular cerebral (AVC) também aumentam. “O diabético tem o risco aumentado duas vezes de desenvolver infarto”, reforça. O pé diabético ocorre devido à neuropatia e também insuficiência arterial periférica, podendo levar a lesões como úlcera e até mesmo à amputação.

Cuidados

Manter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas e ir ao médico regularmente são importantes para manter a diabetes sob controle. A endocrinologista Marcela França dá algumas dicas:

– Tenha uma boa alimentação, rica em fibras, legumes, verduras e frutas, e com adequado teor de gordura e carboidratos.
– Faça exercícios. Pare de fumar.
– Examine os pés diariamente. Qualquer alteração, como rachaduras e feridas, o médico deve ser procurado.
– Controle da pressão arterial.
– Faça exames periódicos para avaliar o controle do diabetes assim como o rastreamento das complicações.
– Faça uso de medicamentos regularmente. Não interrompa sem autorização do médico.
– Controle seu colesterol.

12.04.2016

Assessoria de Imprensa – Lacen/ CIDH /IPC
Suzana de Araújo Mont’Alverne ( suzana.alverne@lacen.ce.gov.br / 85 – 3101.1488 / 9 9802.6980)

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