Comitê da Tuberculose empossado com desafio de melhorar indicadores

24 de março de 2017 # # #

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A nova composição do Comitê Estadual da Tuberculose para o biênio 2017/2019 tem pela frente o desafio de estabelecer metas de trabalho que impactem na melhoria dos indicadores da doença. Foi o que propôs o secretário da Saúde do Ceará, Henrique Javi, ao dar posse na manhã desta sexta-feira (24), Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, aos novos integrantes do colegiado que reúne representantes de 37 instituições. “Com todo o avanço do tratamento e da assistência, ainda vivemos o drama de mais de três mil casos novos de tuberculose por ano”, constatou Henrique Javi. “Saúde pública tem muito a ver com a constância da ação e não dá para ser com uma só pessoa, tem que ser um coletivo”, avaliou o secretário. “Participar desse comitê é um selo de compromisso e o comprometimento de vocês é de extremo louvor e digno de agradecimento”, disse ele ao felicitar os novos integrantes empossados.

O Comitê Estadual da Tuberculose é uma instância colegiada de caráter consultivo e propositivo que tem por missão ser um articulador entre governo e sociedade civil, buscando integração e contribuição para as políticas públicas do controle da tuberculose no Estado, dando visibilidade às ações de mobilização, controle, comunicação social, monitoramento e avaliação, com vistas à garantia da cidadania e defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). A posse dos novos integrantes do comitê encerra a semana de atividades pelo Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, iniciada na segunda-feira, 20. Em 2017, o Dia Mundial da Tuberculose, sob o tema global de “Unidos para acabar com a tuberculose”, é um importante marco no caminho para a Conferência Ministerial Mundial sobre a doença, a ser realizada em Moscou, em novembro deste ano.

Compromisso mundial

Para marcar o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, o Ministério da Saúde lançou na quinta-feira, 23 de março, o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose, que ratifica o compromisso com a Organização Mundial da Saúde (OMS) de reduzir a incidência da doença na população, que hoje é de 32,4 por 100 mil habitantes. A meta, até 2035, é chegar a menos de dez casos por 100 mil habitantes. Em 2016, foram registrados 66,7 mil casos novos e 12,8 mil casos de retratamento (abandono ao tratamento) de tuberculose no Brasil. A redução da incidência nos 10 anos foi de 14,1%.

No Ceará, a tuberculose apresenta-se de forma endêmica e entre os anos de 2011 a 2016, o número de casos novos praticamente se manteve estável. Em 2011 foram diagnosticados 3.653 casos novos e, em 2016, 3.341 casos. Por 100 mil habitantes, o coeficiente de incidência diminuiu de 43,2 em 2011 para 37,5 em 2016, redução de 13%. Entre os anos de 2011 a 2015 houve queda de 18,5% no percentual de cura, passando de 73,3% para 59,7%. Em 2016 foi implantada a vigilância do óbito com o objetivo de investigar todos as mortes por causa básica ou associada à tuberculose. A média de óbitos decorrentes da doença é de 177 por ano. Em 2016 foram registradas 151 mortes por tuberculose no Estado. Os municípios considerados prioritários para a tuberculose, pois concentram a maior incidência da doença são: Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Itapipoca, Sobral, Juazeiro do Norte e Crato.

Em maio de 2014, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou uma estratégia ambiciosa que cobre um período de 20 anos (2016-2035) para acabar com a epidemia global da tuberculose. A estratégia da OMS prevê um mundo sem tuberculose. As metas da estratégia estão definidas e várias medidas a serem adotadas pelos governos são esboçadas para oferecer o cuidado centrado no paciente, implementar políticas e sistemas que permitam a prestação de cuidados e a prevenção da doença. A tuberculose tem cura e o tratamento é gratuito e disponibilizado pelo SUS.

24.03.2017

Fotos: Assessoria de Comunicação da Sesa

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