Ouvidoria realiza oficina para profissionais da segurança pública

8 de Fevereiro de 2018 # # #

Direi

O Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência apresentou, na tarde desta quarta-feira (7), as evidências e recomendações de pesquisa realizada em 2016 sobre a vulnerabilidade de adolescentes no Ceará. Este foi o primeiro encontro que teve como foco o aperfeiçoamento de profissionais da segurança pública, sendo realizado pela Ouvidoria Estadual de Direitos Humanos em parceria com o Departamento de Polícia Especializada da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS).

O estudo resultou em 12 recomendações para a prevenção de homicídios na adolescência, entre os quais estão apoio e proteção às famílias vítimas de violência, a ampliação da rede de programas e projetos sociais a adolescente vulnerável ao homicídio e a mediação de conflitos e proteção a ameaçados. Para Cláudio Silva, Ouvidor dos Direitos Humanos no Ceará, essa atividade é necessária e, por isso, permitirá que os profissionais que estão na ponta vivenciem a realidade sob outra perspectiva. “Esse momento foi o primeiro de uma série de capacitações onde pensamos estratégias para evitar as situações que nos foram apresentadas. Pretendemos dar passos para além de onde estamos, apoiar institucionalmente”. Ele ressaltou ainda que a ideia é investir não só em grupos da segurança pública que já tenham o perfil dos direitos humanos, mas também apresentar essa temática aos que desconhecem para que possam entender e defender a causa.

Segundo Arlete Silveira, delegada da Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) da Polícia Civil do Estado do Ceará, o encontro trouxe a sensibilização para um outro olhar em relação ao adolescente que está em conflito com a lei e que apresenta várias situações de vulnerabilidades. “Diante do trabalho que é feito pelo Comitê e do trabalho feito por nós (DCA e Ouvidoria), a ideia é unir e gerar mais encaminhamentos, não só com o enfoque punitivo. O que queremos após essas capacitações é ter a justa medida da responsabilização e da proteção do adolescente”.

Josanne Alencar trabalha há mais de 17 anos como escrivã da Polícia Civil. Atualmente na DCA, ela destaca que o momento foi importante para conhecer a rede de apoio. “Conhecer outros órgãos que até então eu não conhecia é bastante válido. Estamos aqui buscando também soluções para proteger a vida dessas crianças e adolescentes. Acho importante que esse momento também seja ampliado para que mais profissionais possam ter conhecimento da rede de proteção a vida e a defesa dos direitos humanos”.